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Todo mundo da minha geração cantava essa musiquinha, num japonês no mínimo duvidoso, mas com muito entusiasmo!
Alguns podem até ter se esquecido dos Incas Venusianos ou dos Seres Abissais. Mas da música de abertura da série não! Alguns, mais temerosos cantavam só la la la...
Outros, mais caras de pau como eu, cantavam num arremedo de japonês, crentes que estavam abafando.
Mas agora seus problemas acabaram!
Aí está a letra original e a tradução. Agora vocês vão poder cantar certinho!
Nacionaro Kiido!!!!!!
O Hino do National Kid
Kumo ka arashi ka
Inazuma ka
Heiwa o aisuru hito no tame
Morote o takaku sashinobete
Uchu ni habataku kaidangi
Hei, sono na wa kido - Hei, Nationaro Kido
Bokura no Kido - Kido! - Nationaro Kido
Tradução
Será nuvem, tempestade ou raio?
Lutando pela paz do mundo...
Levantando alto as duas mãos...
Voando pelo cosmo o nosso herói...
Oh! O seu nome é Kid!!!
Hey! National Kid!
Ele é o nosso herói, Kid!!!
National Kid
Hoje, lendo um post no blog da Selma sobre novelas me veio uma saudade da minha primeira companheira de novelas, talvez a responsável pela minha tendência "novelística": minha bisavó Ritinha.
Tive o privilégio de conviver com ela até os 21 anos, quando ela se foi, aos 93 anos ainda lúcida e independente. Era uma mulher pequenina (1 metro e meio), mas dotada de uma energia sem igual.
Eu costumava assistir novelas com ela, as duas sentadas numa poltrona grande que tínhamos na frente da televisão. Ela sempre me pedia: "quando começar (a novela) você me chama." Ou então era ela quem me chamava.
Antigamente os personagens de novela eram totalmente maniqueistas. Os vilões eram tão malvados, mas tão malvados que chegava a dar raiva. Os bonzinhos eram tão bonzinhos que...dava raiva também!
As roupas dos vilões eram sempre de cor escura, a maquiagem tão carregada quanto a da madrasta da Branca de Neve. Os bonzinhos vestiam roupas de cores claras e maquiagem suave. Naqueles tempos de TV em preto e branco isso ficava mais evidente ainda.
Minha bisavó sempre ficava indignada com as maldades dos vilões. Quando aparecia um malvado, ela falava: "Ó! Ó só!" (Olha! Olha só! em dialeto mineirês). Não foram poucas as vezes em que ela se levantava da poltrona, chegava mais perto da TV e resmungava: "Bandido! Você vai pagar!"
Eu achava muita graça nessa passionalidade. Confesso que melhor do que os capítulos das novelas era assistir a ela falando impropérios para uma tela de televisão.
Hoje a maioria das novelas não tem essa dicotomia bem versus mal. Os personagens malvados tem seu lado "humano", mas eu acho que os bonzinhos continuam irritantemente bonzinhos demais.
Estou assistindo a novela das 8 Paraiso Tropical, do Gilberto Braga. Eu gosto das novelas dele, diferentemente das novelas do Mané Carlos que são todas iguais e já deram no saco.
Eu fico imaginando Dona Ritinha assistindo uma novela onde tem um casal de gays, uma prostituta de calçadão, onde as maldades são muito mais elaboradas do que antigamente.
Mas a minha impressão é que em relação à prostituta e aos gays, ela passaria batida e talvez até tivesse simpatia. Mas quanto às maldades...continuaria xingando a telinha e comentando: "Ó! Ó só!"
Espero que no céu tenha uma tela de TV gigante, onde ela possa se distrair assistindo as novelas que ainda estão por vir...