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Adeus ano velho... feliz ano novo... Ô anozinho cascudo para mim! Aconteceu de um tudo!
Na esperança que 2007 seja um ano menos turbulento, vou comemorar a virada com um champagne Taitinger, o ultimo exemplar do tempo das vacas gordas que eu ainda possuo. Meu marido não queria. Falou para guardar para outra ocasião. Mas que ocasião? Para quando o príncipe Charles nos der a honra de sua visita?
Esse negócio de ficar guardando as coisas para um dia especial é furada. O dia especial nunca chega, porque a gente acha que nenhum dia é o tal do dia especial. E acaba azedando o champagne, o perfume, ou seja lá o que for.
Para mim, só o fato de eu sair viva de 2006 já é uma ocasião especialíssima. O fato de eu poder fazer planos para o próximo ano também é algo a ser celebrado. E eu sei lá se eu vou estar em condições de beber champagne daqui a um ano?
Se o príncipe Charles vier, ele que tome um cafezinho!
Quem não se lembra de Perdidos no Espaço? Talvez muita gente já tenha se esquecido de outros personagens, como o paizão Robinson, aquele major nervosinho (esqueci o nome...), e as malinhas sem alça da Penny e a irmã dela loirinha (aquela que o major queria comer, mas nunca rolava).
Mas com certeza todo mundo se lembra do Doutor Smith. Era para ele ser o vilão da história, mas era tão comédia que fazia mais sucesso do que os "bonzinhos".
Até onde eu me lembro, ele foi a primeira "tia" dos seriados de televisão. Hoje em dia, existem várias "tias" assumidas, mais para provar que os velhos gays também tem seu lugar ao sol. Mas naquela época, as crianças gostavam dele não por ele ser "tia", aliás esse era um questionamento que nem passava pelas nossas cabeças. A gente gostava dele pela sua personalidade fraca, covarde, egoista e politicamente incorretíssima! Era muito legal ver um personagem se desnudar tão completamente e mostrar os defeitos do ser humano, ao invés daquela chatice de heróis certinhos, bonzinhos e perfeitinhos. Criança não é boba não...
E por falar em "tias', que tal Batman e Robin???
Um de meus defeitos é ser uma pessoa rancorosa. Aliás, eu guardo meus rancores na geladeira, para que não se estraguem. Um grande defeito, eu sei. Isso não leva a nada, eu também sei. Mas não posso evitar... é da minha natureza. Para compensar, também guardo para sempre as coisas boas que as pessoas me fazem. Defendo aquela pessoa até a morte se precisar.
Hoje estava lendo sobre o caos nos aeroportos do país. Filas quilométricas, atraso de horas, overbooking de passagens... Então eu me lembro dos ministros da economia, turismo, do José Dirceu, dizendo que não teria problema se a Varig deixasse de voar. As outras companhias conseguiriam absorver a demanda numa boa. Em resumo: a Varig não faria a menor falta. Assim como não fariam falta os futuros desempregados.
O resultado está aí pra todo mundo ver. Os funcionários da Tam se descabelando para dar conta de centenas de passageiros irados, com falta de avião e excesso de clientes. Eles não tem culpa, coitados. São peões como um dia eu fui. Mas confesso que me dá um certo prazer maligno vendo todo esse caos. Bem feito!
O Dirceu não queria entregar a Varig de bandeja para a Tam? Quando não conseguiu não fez de tudo para quebrar a Varig? Pena que quem está pagando o pato não é ele, mas centenas de pessoas que não tem nada com isso. Mas nem assim eu deixo de ter meu prazerzinho... Eu aqui, no conforto do meu lar, dura e encostada no INSS, tomando remédio para ansiedade e depressão, pelo menos vou passar um Natal com a minha família, sem atropelos, numa boa. Enquanto muita gente vai passar o Natal em aeroporto, ou, na melhor das hipóteses, a bordo de um avião.
Esse ano o meu presente foi não ter que passar toda essa neura. E também perceber que a Varig faz falta sim. E muita! E de alguma forma eu também faço falta.
Final de ano é sempre a mesma coisa... musiquinhas natalinas, lampadinhas espalhadas por todo canto, (inclusive aqui em casa), um calor senegalesco que não lembra em nada os natais dos países do hemisfério norte, e meu filho ficando em recuperação...
Todo ano a mesma história! Esse ano até que foi melhor. Ele só ficou em Português e Geografia. Mas, a tortura de passar 15 dias esperando o resultado para finalmente nós entrarmos de férias (eu digo nós porque vale pra mim também) é fatal! Finalmente ontem saiu o resultado: aprovado.
Eu encaro isso como um carma que eu tenho que passar. Os filhos são um pedaço da gente, mas ao mesmo tempo pessoas distintas, com sua própria personalidade e aptidões. Graças a Deus o Leo é um garoto bastante inteligente, mas preguiçoso para os estudos. O meu carma é ficar atrás dele como uma feitora, fazendo ele cumprir suas obrigações de estudante. Morro de inveja de mães que não precisam fazer isso porque os filhos estudam sozinhos.
Quando eu estava grávida dele, tive um sonho em que um homem dizia para mim:"Eu vou renascer perto de você." E eu nem sabia ainda que era um menino o bebê que eu esperava. Agora eu sei o que ele quis dizer com isso.
Quem gosta de ficção científica com certeza se lembra de Além da Imaginação (Twilight Zone). Os primeiros episódios eram em preto e branco (1959 a 1964). Algumas histórias eram meio bobinhas, mas outras eram ótimas! Eu me lembro de uma em que um homem se perde na estrada e vai parar em uma cidade estranha. Nessa cidade as pessoas tinham descoberto o antídoto contra a morte, mas era um segredo e o homem não podia retornar a sua casa e revelar a descoberta. No final dão um jeito dele ficar desmemoriado e poder voltar para casa. O must do episódio era um moderníssimo computador a válvula, que ocupava uma sala inteira e trabalhava com cartões perfurados. Ultima palavra em tecnologia da época.
A música de abertura é inconfundível, assim como o narrador, que era também o criador da série.
Na outra temporada, em 1985, os episódios eram coloridos e o criador (Rod Sterling) eu acho que já tinha morrido ou estava bem velho. Mas as histórias não ficaram a dever à primeira temporada. Teve uma de um menino, que tinha o poder de materializar todos os seus pensamentos. Por causa disso, sua família era obrigada a fazer tudo o que ele queria, sob pena de desaparecer, morrer ou ser transformado em algum objeto estranho. O final é surpreendente, mas não vou contar aqui para não estragar a surpresa de quem porventura vier a assistir.
Teve o filme também, com direção de Steven Spielberg. Muito bom! Especialmente o episódio em que os velhinhos de um asilo tinham a opção de voltarem a ser crianças. Por incrível que pareça, somente um optou por ser criança de novo.
Agora tenho um novo canal na Sky chamado TCM. Eles exibem episódios antigos de Além da Imaginação, para meu deleite. Aliás, acho que vai começar um agora.
Tchau! A gente se encontra....além da imaginação....